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Contraste

AUDIOdescrição

XINGU: CONTATOS

parada 3
do outro lado da câmera

Nas imagens feitas a partir dos anos 1940, quando a presença de fotógrafos se tornou mais assídua no Xingu, uma cena se repetia: a do indígena com uma câmera. O gesto surgia em contextos variados – desconfiança, curiosidade, descontração –, mas com uma constante: não havia registro de imagens produzidas pelos indígenas.

Esse cenário começou a mudar em fins do século XX, a partir de ações como o projeto Vídeo nas Aldeias. Fundado em 1986 para documentar culturas indígenas, passou a oferecer formação audiovisual em 1997, com uma oficina no Xingu. Exibimos aqui um dos trabalhos da ocasião: Jornal do Xingu.

O audiovisual também circulava por iniciativa dos próprios xinguanos, como Pirakumã Yawalapiti (1955-2015), liderança que desde os anos 1990 filmava assembleias, festas e rituais. Dois desses registros servem de amostra do seu vasto acervo, digitalizado pelo IMS.

Hoje o Xingu é um polo do audiovisual indígena no Brasil, com ênfase na linguagem documental. Os filmes comissionados abordam temas centrais dessa produção: a preservação da memória e a valorização das culturas, a luta por direitos e a defesa do meio ambiente.