Blog do Cinema
Estética do exagero
Ficou famoso o comentário de Mario Schenberg em uma banca de doutorado: “Seu trabalho tem ideias interessantes e originais. Pena que as ideias interessantes não sejam originais e as ideias originais não sejam interessantes”. Podemos dizer mais ou menos o mesmo sobre Babilônia, de Damien Chazelle.
As revistas de fevereiro
Mato seco em chamas (foto), de Joana Pimenta e Adirley Queirós, é um dos destaques dos cinemas do IMS em fevereiro, além das restaurações 4K de Oldboy e O massacre da serra elétrica. As revistas de programação do mês trazem a lista completa dos filmes programados, com datas e horários, além de ensaios.
Veneno e remédio
Os Fabelmans, de Steven Spielberg, é três coisas ao mesmo tempo: romance de formação, melodrama familiar e reflexão sobre a natureza do cinema. É também uma ode ao cinema, e ao mesmo tempo um requiém. Já Regra 34, de Júlia Murat, é de uma originalidade desconcertante. (José Geraldo Couto)
Sissi, a prisioneira
É impressionante a fixação que os austríacos têm pela figura de Elisabeth da Baviera, imperatriz da Áustria, também conhecida como Sissi. Nos últimos três anos, nada menos que cinco produções trazem a personagem como protagonista. Acaba de estrear a talvez mais interessante: Corsage, de Marie Kreutzer.
Surpresa nas telas
A grande surpresa deste final de ano, para os cinéfilos, foi a lista de “melhores de todos os tempos” da revista britânica Sight and Sound, que traz em primeiro lugar um azarão: Jeanne Dielman (1975) (foto), da belga Chantal Akerman, desbancando clássicos como Cidadão Kane e Um corpo que cai?.
