O Paço, a praça e o morro

IMS Rio de Janeiro

Rua Marquês de São Vicente, 476
Gávea - Rio de Janeiro/RJ
CEP 22451-040

Visitação

Exposição encerrada.
De 24 de junho a 28 de agosto de 2016.

Horário

Até 4 de agosto, das 12h às 19h; a partir de 5 de agosto, das 11h às 19h. 

Contato

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Curadoria

Sergio Burgi

Na Internet

#PacoPracaMorro

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comunicacao@ims.com.br

De 24 de junho a 28 de agosto, o IMS expõe fotografias do seu acervo no Paço Imperial (praça XV de novembro, 48, Centro), no Rio de Janeiro. A exposição O Paço, a praça e o morro é composta por 200 imagens de grandes mestres da fotografia brasileira, como Marc Ferrez, Augusto Malta, Georges LeuzingerGuilherme Santos, além de fotógrafos anônimos e amadores que registraram o centro da cidade entre os anos de 1860 e 1930, período em que o Rio foi capital do Império e da República. Esta mostra é um desdobramento da exposição Rio: primeiras poses, realizada pelo IMS ao longo de 2015 em seu centro cultural na Gávea (RJ), agora com um olhar dirigido especificamente ao território onde a cidade nasceu e a partir do qual se desenvolveu.

Realizar esta exposição no Paço Imperial permite que se lance um olhar privilegiado sobre este importante edifício, de valor referencial único na cidade. Os registros fotográficos aqui reunidos são uma oportunidade de se confrontar in loco a evolução histórica de uma importante região da cidade, formada por este edifício e seu entorno − a praça ou largo do Paço, hoje praça XV de Novembro, e o próprio marco fundador da cidade, o morro do Castelo, removido há quase um século da paisagem e, consequentemente, também da própria memória que se tem da cidade.

Centro da vida econômica, social e política do Rio de Janeiro nos seus primeiros séculos de ocupação, o Paço Imperial, a praça XV e o morro do Castelo moldaram o crescimento da cidade a partir de sua configuração geográfica e urbana original até a virada para o século XX. Nesse momento, o centro do Rio sofreu grandes transformações e intervenções urbanas, associadas às reformas realizadas pelo prefeito Pereira Passos. Os dois grandes marcos dessa transformação foram a abertura da Avenida Central e o início do "bota-abaixo", processo de expansão, valoração, modernização e gentrificação urbana que levaria ao total desmonte do morro do Castelo no final da década de 1920.

A exposição apresenta imagens registradas no período anterior a essas mudanças e durante a evolução das reformas urbanas do início do século XX. Ferrez e Malta construíram com seus trabalhos o principal legado da fotografia para a memória do Rio de Janeiro nesse período. Por meio dessas imagens podemos acompanhar o processo de transformação da cidade desde a chegada da daguerreotipia em 1840, pouco antes da posse, no ano seguinte, de d. Pedro II como imperador, aos 15 anos, até o final da década de 1920, momento de decisivas mudanças econômicas, sociais e políticas que culminariam na revolução de 1930 e lançariam o país, e especialmente sua capital, na modernidade e na contemporaneidade.

As profundas e constantes transformações em sua região central nos últimos 120 anos são fundamentais para se compreender o Rio de Janeiro dos dias de hoje. As fotografias de época reunidas em O Paço, a praça e o morro permitem que se compreenda o processo de crescimento e expansão urbana da cidade. No ano em que a cidade recebe um dos mais importantes eventos mundiais, a Olimpíada de 2016, revisitar os marcos fundadores do Rio de Janeiro por meio do olhar de grandes nomes da fotografia brasileira é também um convite à imersão na paisagem e na vida de uma região que novamente passa por um processo de revitalização e transformação.

Construções populares no Morro do Castelo, no alto a Igreja de São Sebastião, 1917. Fotografia de Guilherme Santos / Acervo IMS

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