O amuleto de Ogum

Direção

Nelson Pereira dos Santos

Informações

Brasil
1975. 112min. 14 anos

Formato de exibição

35mm

Parte da mostra

Nelson Pereira em Cartaz
Debate: IMS Rio, 26/5

Cercado por três bandidos, um violeiro cego e idoso conta uma história. Nela, uma mulher tem seu marido assassinado e decide levar seu filho num terreiro para fechar o corpo. Gabriel passa a ser imune à morte, desde que ele esteja com o amuleto de Ogum e sua mãe esteja viva. Vindo da Bahia, Gabriel desembarca em Duque de Caxias e passa a trabalhar para um bicheiro, que em breve se torna seu inimigo.

Com trilha (e breve atuação como o violeiro cego) de Jards Macalé, Nelson Pereira parte para mais um filme de baixo orçamento e com os colaboradores habituais, como Hélio Silva e Luiz Carlos Lacerda, neste que apesar de ser seu 11 o filme, ele o classifica como o primeiro. Conforme descreve Nelson em depoimento para o Jornal do Brasil, publicado em 23 de fevereiro de 1975, a aproximação com a umbanda foi fundamental no processo de realização:

“A informação que eu precisava para o filme tinha que vir de um pai de santo. Era preciso uma certa vivência para me situar melhor dentro da coisa toda. Descobrir a que santo estou ligado. Eu, meus filhos, minha mulher e as pessoas que estão no filme. E pedir permissão para fazer o filme, mostrar o roteiro ao pai de santo para ver se ele concordava.

O roteiro foi mostrado a vários pais de santos, não apenas a um ou a dois, mas a vários, para tirar uma média da opinião. Consultei vários terreiros e dentro do filme existe o próprio Erley, que interpreta o pai de santo que toma conta de Gabriel. Ele é um babalaô e estava sempre dando as dicas necessárias.

A preparação do filme foi muito desse jeito. A informação teórica dos estudiosos, as coisas que a gente pode receber em estudos, precedeu a preparação do roteiro. Depois de pronto, ele se modificou com as informações dos pais de santos. O objetivo era mostrar a umbanda sem os equívocos que existem quando ela é vista como uma crendice popular, como folclore. Deixar de mostrá-la como uma prática sub-religiosa, pretexto para sensacionalismo ou choque, como cenas onde se corta o pescoço de um galo sem explicar o que se encontra por trás daquilo. O que a gente procurou foi mostrar a umbanda como a coisa natural que ela é.”

Leia a íntegra do depoimento do diretor

O IMS Rio promove um debate com Emmanoel Cavalcanti, Erley José, Jards Macalé, Severino Dadá e mediação do crítico Juliano Gomes no dia 26/5, após a sessão das 15h.


Programação

O amuleto de Ogum

Brasil, 112 min., Nelson Pereira dos Santos

26/05 domingo 15h *
29/05 quarta-feira 20h

* Sessão seguida de debate com Emmanoel Cavalcanti, Erley José, Jards Macalé, Severino Dadá e mediação do crítico Juliano Gomes.

Rio de Janeiro

Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
Rio de Janeiro-RJ
CEP 22451-040

(21) 3284-7400
imsrj@ims.com.br


Ingressos

Os ingressos para as sessões de cinema do IMS são vendidos nas bilheterias dos centros culturais e no site ingresso.com. 
 
As bilheterias vendem ingressos apenas para as sessões do dia. No site, as vendas são semanais: a cada quinta-feira são liberados ingressos para as sessões que acontecem até a quarta-feira seguinte.
 
IMS Paulista
Ingresso: R$8 (inteira) e R$4 (meia).
Bilheteria: de terça a domingo, das 10h até o início da última sessão de cinema do dia, na Praça, no 5º andar.
IMS Rio
Ingresso: R$8 (inteira) e R$4 (meia).
Bilheteria: de terça a domingo, das 11h até o início da última sessão de cinema do dia, na recepção.

Conteúdo relacionado