Nelson Pereira em cartaz no IMS Rio

IMS Rio

Rua Marquês de São Vicente, 476
Gávea - Rio de Janeiro/RJ

Quando

A partir de 4 de novembro de 2018.

Ingressos

Vendas na recepção do IMS Rio e no site Ingresso.com

A partir de novembro, e ao longo de um ano, a filmografia de Nelson Pereira dos Santos será exibida em uma retrospectiva integral no Cinema do IMS. A homenagem será inaugurada no domingo, 4 de novembro, como parte da programação oficial do Festival do Rio no IMS. Serão exibidos os dois primeiros longas-metragens da carreira do diretor – Rio, 40 graus (1955) e Rio, Zona Norte (1957), em cópias restauradas em DCP, além de um debate em torno de sua obra com os cineastas Cacá Diegues, Walter Salles e o conservador-chefe da Cinemateca do MAM, Hernani Heffner.

Rio, 40 graus (1955) aborda um dia na vida de cinco vendedores de amendoim, garotos negros, que vivem no morro e trabalham nos pontos turísticos do Rio de Janeiro. Rio, Zona Norte (1957) conta a trágica história do sambista Espírito da Luz, interpretado por Grande Otelo. Apesar de paulistano, nascido e criado no Brás, Nelson fez das favelas cariocas cenário desses filmes.

Ao retratar um Rio de Janeiro de forma pouco edulcorada, Rio, 40 graus teve exibição interditada pela censura; após sua liberação, o filme abriu caminhos para um cinema nacional político, e esta primeira fase de sua obra é hoje considerada um prelúdio do Cinema Novo, como escreveu Walter Salles para o jornal Folha de S. Paulo:

“Com Rio, 40 graus, Rio, Zona NorteVidas secas (1963), é toda uma geografia humana até então excluída do cinema que ganha a tela.

Os primeiros filmes de Nelson irrigaram o mais importante movimento cinematográfico brasileiro, o cinema novo. Não era somente uma ideia de cinema que tomava corpo naquele momento, mas também a projeção de um país desejado – muito mais livre, justo, independente e democrático do que aquele em que vivemos hoje.

A partida de Nelson revela a distância abissal entre o país sonhado e o Brasil real. [...] A sua ausência é uma perda irreparável para o cinema brasileiro. Nelson parte, mas a dimensão da sua obra e a ética que a construiu ficam para sempre presentes. É um legado imenso e generoso, constitutivo do nosso passado e futuro. E, também, daquilo que poderemos ser, enquanto nação.”

Leia, na íntegra, o texto de Walter Salles sobre Nelson Pereira dos Santos para a Folha de S. Paulo.


Programação

Lista de filmes Dia a dia

Vidas secas

Nelson Pereira dos Santos
Brasil, 1963, 105 min., Livre, DCP

31/01 quinta-feira 20h
Mais informações

Ingressos

Os ingressos para as sessões de cinema do IMS são vendidos nas bilheterias dos centros culturais e no site ingresso.com. 
 
As bilheterias vendem ingressos apenas para as sessões do dia. No site, as vendas são semanais: a cada quinta-feira são liberados ingressos para as sessões que acontecem até a quarta-feira seguinte.

IMS Rio
R$8 (inteira) e R$4 (meia).
Bilheteria: de terça a domingo, das 11h até o início da última sessão de cinema do dia, na recepção.


Filmes

JANEIRO 2019

Mandacaru vermelho (1961)
Vidas secas (1963)

DEZEMBRO 2018

Boca de ouro (1963)

NOVEMBRO 2018

Rio, 40 graus (1955)
Rio, Zona Norte (1957)


Sobre o cineasta

Consagrado diretor de cinema, considerado um dos mais importantes cineastas do país, Nelson Pereira dos Santos foi um dos precursores do cinema novo. Aos 27 anos, em 1955, lançou seu primeiro longa-metragem, Rio, 40 graus. Ao longo da sua carreira, fez mais de 20 filmes, entre eles Rio, Zona Norte, Amuleto de Ogum, Como era gostoso o meu francês, A música segundo Tom Jobim e Memórias do cárcere, que recebeu o prêmio da Fipresci no Festival de Cannes de 1984. Seu filme Vidas secas é um dos títulos brasileiros mais premiados de todos os tempos. Nelson, ao longo de sua extensa carreira de 70 anos de cinema, exerceu a profissão passando por vários momentos políticos do país, enfrentando a diversidade socioeconômica da profissão, sempre abordando temas diversos em sua cinematografia, da política e da realidade brasileira à religião, das adaptações literárias a ensaio de ficção científica, passando pela linguagem do documentário, entre outros elementos presentes na riqueza de sua obra. O cineasta também fundou as escolas de Cinema da UFF e da UnB, recebeu o título de professor honoris causa da Universidade de Nanterre, Paris, França e foi eleito imortal pela Academia Brasileira de Letras em 2006.


Conteúdo relacionado


Na loja IMS