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“O poema é um poema só”

Em 1958, João Cabral de Melo Neto escreveu a Decio de Almeida Prado, editor do Suplemento Literário de O Estado de S. Paulo, pedindo-lhe que publicasse o poema que acabara de escrever, o cortante “A palo seco” (detalhe no destaque). E orientava: não deveria sair em partes. “O poema é um poema só”, alertou o amigo. A carta e o jornal estão no acervo de Almeida Prado no IMS. (Elvia Bezerra)


D.A.P. e Paulo Emílio: amigos na arte e na vida

As fotos de Paulo Emílio Salles Gomes no acervo de Decio de Almeida Prado permitem acompanhar a longa amizade dos dois críticos fundamentais para a cultura brasileira – o primeiro, de cinema; o segundo, de teatro. Os dois se conheceram recém-saídos da adolescência, como mostra esta foto, de 1934, em que aparecem Decio (à esquerda) e Paulo Emílio (à direita) com mais dois amigos.


Decio de Almeida Prado: 100 anos

Elvia Bezerra, coordenadora de literatura do IMS, apresenta um perfil do crítico teatral e ensaísta Decio de Almeida Prado, cujo centenário de nascimento se completou em agosto de 2017, seguido por uma breve entrevista com as professoras Ana Bernstein e Vilma Arêas.


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Decio de Almeida Prado

Responsável pela mudança da feição da crítica teatral no Brasil por meio da reflexão sobre o teatro no país entre as décadas de 1930 e 1940, atraiu, como editor do periódico Clima, nomes expressivos da cultura brasileira que formaram toda uma geração também chamada de Clima.


Drummond também dramaturgo

Documentos dos arquivos de Carlos Drummond de Andrade e Decio de Almeida Prado mostram que o poeta mineiro teve uma experiência infeliz como ator e deixou inacabada uma peça de teatro.


Cartas de estimação de Carlos Drummond de Andrade

Preocupado com a recepção dos seus poemas publicados em O Estado de S. Paulo, Carlos Drummond de Andrade enviou a Decio de Almeida Prado, então diretor do Suplemento Literário do jornal, cartas sugerindo a mudança de certas palavras que poderiam chocar os leitores da época.


Depois da queda

O crítico Decio de Almeida Prado fala sobre a encenação do diretor Flávio Rangel para a peça Depois da queda, do dramaturgo americano Arthur Miller, realizada em 1964. Nela, o ator Paulo Autran teve um de seus grandes desempenhos de sua longa e premiada carreira no teatro.