Blog do Cinema
América redescoberta
Muito se falou sobre significados extracinematográficos da consagração de Nomadland no Oscar, e o filme em si acabou obscurecido. A saga da cinquentona Fern une um olhar sobre os EUA de hoje e uma revisão crítica da mitologia do desbravamento, além de uma reflexão sobre a passagem do tempo.
O espírito que anda
A última floresta, de Luiz Bolognesi, é um filme magnífico. Filmado na aldeia Watoriki, em Roraima, entrelaça o registro documental do cotidiano e a narrativa mítica sobre a origem do povo Ianomâmi. A conexão é conduzida pelos próprios indígenas, para quem os mitos têm a densidade das coisas palpáveis.
Mergulho na demência
Filmes sobre personagens idosos sofrendo de decrepitude mental não são nada raros. Mas Meu pai, que concorre a meia dúzia de Oscars, não é bem isso. Mais do que um filme sobre a demência, é uma tentativa de imersão na demência, na fronteira incerta entre o fora e o dentro. Por isso é tão perturbador.
Antes de mergulhar
Quatro professores de um colégio dinamarquês testam a hipótese de que os humanos têm um déficit de 0,05% de álcool no sangue e precisam suprir essa falta para atingir seu potencial pleno em Druk – Mais uma rodada, de Thomas Vinterberg, que concorre aos Oscars de filme estrangeiro e direção.
Instituições funcionando
Enquanto se discute a judicialização da política e a politização da justiça, não há filme mais oportuno que Seção especial de justiça, de Costa-Gavras. Realizado em 1975 e premiado em Cannes, levou seis anos para ser liberado no Brasil pela censura da ditadura militar. O que tinha de tão incômodo para os fardados no poder?
