Blog do Cinema
Clouzot em juízo
Por diversos motivos, frequentar o universo de Henri-Georges Clouzot em 2019 é uma experiência profundamente desconcertante, afirma Ismar Tirelli Neto em comentário sobre a obra do diretor francês que recebe uma retrospectiva nos cinemas do IMS, com filmes como As diabólicas (destaque).
A implosão da fé
No Festival Varilux de Cinema Francês, um dos destaques é o novo filme de François Ozon, Graças a Deus (foto), premiado no festival de Berlim. Correndo o risco de ficar obscurecido pelo Varilux, entra em cartaz também um pequeno filme de um grande cineasta: Santiago, Itália, de Nanni Moretti.
À margem da margem
Poucos cineastas poderiam ostentar o epíteto “independente” com tanta propriedade quanto Luiz Rosemberg Filho, morto em 19 de maio aos 75 anos. Avesso às patotas e panelas, realizou em meio século de carreira oito longas-metragens e dezenas de curtas, vídeos e colagens audiovisuais, todos de baixo orçamento, alta invenção e nenhuma concessão. (José Geraldo Couto)
O refúgio do faz-de-conta
Adeptos do clichê “o cinema argentino é melhor que o nosso porque tem bons roteiros” encontra em Juan José Campanella sua justificativa mais à mão. Em A grande dama do cinema, o diretor penetra no reino da farsa com uma comédia em que o mundo é visto como um confronto de encenações. (José Geraldo Couto)
