William Eggleston, American Color
American Color
A partir de 14 de março, o Instituto Moreira Salles apresenta William Eggleston, a cor americana, maior exposição individual do fotógrafo norte-americano já realizada no mundo. A mostra apresenta 172 obras, pertencentes a coleções prestigiosas como a do Museu de Arte Moderna de Nova York, a do Museum of Fine Arts de Houston, do acervo pessoal do artista e das galerias Cheim & Read e Victoria Miro.
William Eggleston é um dos maiores nomes da história da fotografia do século XX. Suas famosas imagens coloridas apresentam o cotidiano e a paisagem das pequenas cidades e subúrbios do sul dos Estados Unidos, a região natal do fotógrafo, durante os anos 1960 e 1970. Eggleston abriu novos caminhos para a fotografia ao mirar suas lentes nos elementos que simbolizavam a modernização americana (carros, estradas, supermercados, outdoors, shopping centers, estacionamentos, motéis), ao apresentar essa realidade em cores vibrantes, e ao registrar o próprio dia a dia, apresentando amigos, familiares e outros personagens em imagens que combinam intimidade e estranhamento. Nos anos de Elvis Presley e Martin Luther King, o sul dos Estados Unidos ainda vivia as cicatrizes do passado escravocrata, com intensos conflitos raciais e uma classe média interessada em usufruir dos novos padrões de consumo.
A mostra Rio: primeiras poses traz imagens dos grandes mestres da fotografia brasileira e de fotógrafos anônimos e amadores que construíram a representação fotográfica do Rio de Janeiro durante o Império e as primeiras décadas da República.
Para uma edição especial da revista Quatro Rodas sobre o Rio de Janeiro, Maureen Bisilliat fotografou mangueirenses, no próprio morro da Mangueira, vestindo trajes com as cores da escola. O ensaio foi publicado em 1969 e está no acervo da fotógrafa no IMS.
A obra de Aleijadinho despertou o interesse de diversos fotógrafos, como Horacio Coppola, Marcel Gautherot e outros, que buscaram maneiras únicas de retratar as esculturas pela lente da câmera.
O fotógrafo peruano Martín Chambi (1891-1973) dedicou-se a registrar a população nativa de seu país, sendo o autor das primeiras imagens de Machu Picchu. Seu olhar combinava técnica, altivez e dignidade.
Amizades verdadeiras podem começar ao acaso e foi assim que, em 1964, Carlos Drummond de Andrade, ao visitar a exposição Itinerário da infância, ficaria encantado com o trabalho do jovem fotógrafo Alécio de Andrade. Em 1979, o poeta presenteou o amigo com o poema O que Alécio vê.
A clara predileção de Chico Albuquerque pela documentação da arquitetura moderna, com seus elementos marcantes de forma, transparência e luz, está diretamente relacionada à experimentação de linguagem que desenvolveu no espaço urbano da cidade de São Paulo e também aos desafios que a fotografia de publicidade lhe colocava.