Blog do Cinema
Filmes salvadores
Rir pode ser uma ótima saída para enfrentar as angústias do confinamento. Cenas clássicas da comédia, dos Irmãos Marx, Chapin e Buster Keaton, mas também filmes como Cantando na chuva, além de longas de Woody Allen e Mario Monicelli, entre outros, são listados aqui, como bálsamo para tempos de pandemia.
Notícias do fim do mundo
Cinemas fechados ou vazios, cenário de desolação, atmosfera de desconfiança e medo. Estamos nos adaptando a uma situação de guerra em tempos de paz – e já vimos esse filme, se não na vida, ao menos nas telas de cinema. Isolado em casa, o cinéfilo não corre o risco da crise de abstinência.
Um artista popular
No mesmo dia (19 de fevereiro), duas notícias tristes: a morte de José Mojica Marins, aos 83 anos, e o fechamento de uma das salas de cinema mais tradicionais de São Paulo, o Cinearte. Talvez haja uma “injustiça poética” conectando essas duas perdas. Mojica foi um dos grandes nomes de um cinema brasileiro verdadeiramente popular – justamente o cinema que agonizou e morreu junto com as salas exibidoras de rua das metrópoles e das cidades do interior. As duas mortes se entrelaçam simbolicamente.
A estética do vazio
Passada a ressaca do Oscar, chegam aos cinemas filmes interessantes que ficaram de fora da festa. É o caso do sérvio Cicatrizes, de Miroslav Terzic, que era o candidato do país à estatueta de filme internacional, mas não ficou entre os finalistas, o que não diminui sua qualidade e sua importância.
O corpo em estado de imagem
Filme mais recente dos artistas visuais Bárbara Wagner e Benjamin de Burca, Swinguerra é um estudo sobre a cena de swingueira, brega-funk e passinho dos maloka do Recife, movimento cultural que tem se desenvolvido nos últimos anos nas periferias da cidade. (Hermano Callou)
