Blog do Cinema
Eu é um outro
A frase de Rimbaud que serve de título a este texto poderia ser uma das chaves de leitura de Nós. Mas o que faz do filme de Jordan Peele um dos mais inquietantes da temporada é justamente o fato de deixar uma porção de possibilidades em aberto. Não é uma alegoria. É um formidável pesadelo. (José Geraldo Couto)
O que pensam as secretárias ao saírem do escritório?
Nine to Five, título original de Como eliminar seu chefe, quer dizer “das nove às cinco” e faz referência ao horário padrão adotado por quem trabalha em escritório. 9to5 é também o nome de um sindicato de trabalhadoras criado nos anos 1970. Não por acaso, o título menciona essa luta. (Barbara Rangel)
A violência que nos constitui
No país dos traumas diários, dois documentários iluminam os desvãos dessa nossa violência congênita. Elegia de um crime (foto) fala da brutalidade íntima, doméstica, entre quatro paredes. Pastor Cláudio revela as entranhas da nossa histórica violência de estado. (José Geraldo Couto)
Dois lados do Pacífico
A Sessão Mutual Films de março traz duas grandes obras do cinema pop/experimental, realizadas em Tóquio e em Los Angeles – A marca do assassino (1967, no destaque), do renomado diretor japonês Seijun Suzuki (1923-2017), e 66 (2015), do cineasta e professor norte-americano Lewis Klahr (1956).
O espetáculo da brutalidade
Dogman, de Matteo Garrone (Gomorra, Reality), um dos filmes mais interessantes da nova safra italiana, pode ser abordado de várias maneiras. Ambientado num balneário decadente da região da Campania, retrata, por um lado, o cotidiano de uma sociedade empobrecida, de gente derrotada e relações sociais à beira da anomia. É, portanto, uma espécie de herdeiro desencantado do neorrealismo italiano. (José Geraldo Couto)
