Blog do Cinema
O espetáculo da brutalidade
Dogman, de Matteo Garrone (Gomorra, Reality), um dos filmes mais interessantes da nova safra italiana, pode ser abordado de várias maneiras. Ambientado num balneário decadente da região da Campania, retrata, por um lado, o cotidiano de uma sociedade empobrecida, de gente derrotada e relações sociais à beira da anomia. É, portanto, uma espécie de herdeiro desencantado do neorrealismo italiano. (José Geraldo Couto)
Música da luz e das trevas
Com certa ironia, Lav Diaz apresenta seu novo filme, Estação do diabo, como uma ópera-rock, mas talvez seja melhor definido como uma tragédia cantada. Ao longo de quase quatro horas, a recriação ficcional de acontecimentos da história filipina se torna o mergulho num mundo convulsionado pelo mal. (José Geraldo Couto)
Pérolas negras – L.A. Rebellion
Luís Fernando Moura e Victor Guimarães, curadores da mostra L.A. Rebellion, atração de fevereiro no IMS, explicam a “Rebelião em Los Angeles”, como a crítica mundial vem se referindo ao trabalho de cineastas afro-americanos formados na Universidade da Califórnia entre os anos de 1970 e 1980.
Para não dizer que não falei do Oscar
A grande novidade do Oscar este ano é uma forte internacionalização do prêmio, como se o evento começasse a deixar de ser uma celebração do “cinema americano” para se tornar o palco de uma espécie de world cinema – embora ainda dominado pela grande indústria. (José Geraldo Couto)
