Blog do Cinema
Música da luz e das trevas
Com certa ironia, Lav Diaz apresenta seu novo filme, Estação do diabo, como uma ópera-rock, mas talvez seja melhor definido como uma tragédia cantada. Ao longo de quase quatro horas, a recriação ficcional de acontecimentos da história filipina se torna o mergulho num mundo convulsionado pelo mal. (José Geraldo Couto)
Pérolas negras – L.A. Rebellion
Luís Fernando Moura e Victor Guimarães, curadores da mostra L.A. Rebellion, atração de fevereiro no IMS, explicam a “Rebelião em Los Angeles”, como a crítica mundial vem se referindo ao trabalho de cineastas afro-americanos formados na Universidade da Califórnia entre os anos de 1970 e 1980.
Para não dizer que não falei do Oscar
A grande novidade do Oscar este ano é uma forte internacionalização do prêmio, como se o evento começasse a deixar de ser uma celebração do “cinema americano” para se tornar o palco de uma espécie de world cinema – embora ainda dominado pela grande indústria. (José Geraldo Couto)
A poesia das pequenas coisas
A expressão “cinema dos afetos”, clichê da crítica, ganha pleno sentido no filme Temporada, de André Novais Oliveira, vencedor do último festival de Brasília e do júri popular de Locarno. Aqui, conta menos o “tema” e o enredo do que as relações dos personagens entre si. (José Geraldo Couto)
Cinema de sombras
Duas preciosidades fazem parte da Sessão Mutual Films do IMS em janeiro: História imortal (1968), de Orson Welles (foto), e Berenice (1983), de Raúl Ruiz. Ambas trabalham na fronteira entre o imaginário e o real, a luz e a sombra, os corpos vivos e os fantasmas. (José Geraldo Couto)
Vidas secas – Pequeno ensaio
Sobre Vidas secas, que o IMS exibe no Rio e em SP em janeiro de 2019, José Carlos Avellar costumava dizer que o filme de Nelson Pereira dos Santos era ao mesmo tempo o ápice do realismo cinematográfico e o último dos filmes de linhagem “clássica”. Trata-se da magnum opus de Nelson. (Hernani Heffner)
