Blog do Cinema
Nu em Paris
Não é todo dia que um filme renova em nós a crença nas infinitas potencialidades criativas do cinema. Salvo engano, é o caso de Synonymes, realizado em Paris pelo israelense Nadav Lapid, ganhador do Urso de Ouro e do prêmio da crítica no festival de Berlim. A estrutura narrativa do filme é oscilante e estilhaçada, dando a impressão de se reinventar a cada nova sequência, de tal maneira que a certa altura o espectador já não sabe ao certo o que é “real” e o que é delírio do protagonista.
Carta de Karim Aïnouz
“O filme que você viu ou verá é, acima de tudo, uma ode ao amor, ao amor de duas irmãs, duas mulheres”, diz o diretor Karim Aïnouz em carta aberta a quem assistir nas salas de cinema do IMS A vida invisível, produção brasileira premiada no Festival de Cannes e pré-indicada ao Oscar 2020.
Tem gente no Vaticano
Dois papas, de Fernando Meirelles, que está em cartaz nos cinemas por pouco tempo antes de se tornar exclusivo da Netflix a partir do próximo dia 20, atualiza de modo interessante uma linhagem de filmes empenhados em bisbilhotar os bastidores do Vaticano. Retrata dois papas reais, Bento 16 (Anthony Hopkins) e seu sucessor, Francisco 1º (Jonathan Pryce), atualmente no cargo.
Amor pelas torrentes e liames
Em seu primeiro longa, O auge do humano, o argentino Eduardo Williams exibe um novo capítulo de sua consistente exploração das múltiplas dimensões do que é ser jovem hoje, diz Juliano Gomes. O crítico participa de debate após a exibição do filme na Sessão Cinética, dia 12/12, no IMS Paulista.
O índio febril
A febre, o grande vencedor do recente Festival de Brasília, premiado anteriormente também em Locarno, Chicago e Mar del Plata, pode ser considerado um marco no modo como o cinema encara esse personagem trágico que é o índio no mundo dos brancos – ou, mais precisamente, o índio brasileiro num país entregue desde sempre à voracidade predatória de um certo modelo de civilização.
Gênero, número e grau
A vida invisível, de Karim Aïnouz, é um “filme de gênero”, nos dois sentidos possíveis da expressão. Pertence declaradamente ao gênero melodrama e fala essencialmente do gênero feminino. Em participação especialíssima, Fernanda Montenegro é capaz de fazer vibrar a tela com um olhar, um meio sorriso, um tremor de lábios. É ver para crer.
